quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O SANTO CONDESTÁVEL E OS POLÍTICOS CONTEMPORÂNEOS

Selo comemorativo da canonização do santo português
“Aljubarrota, Exº Senhor não é um facto isolado na História de Portugal e pode repetir-se sempre que haja um governo consciente da sua missão e saiba pôr acima dos interesses particulares o interesse nacional e não faça da cobardia uma virtude cívica”

General Gomes da Costa (no discurso ao novo Ministro da Guerra, em 15 de Agosto de 1925)

Como é do conhecimento público o Condestável (general) português D. Nuno Álvares Pereira – Beato Nuno de Santa Maria, desde 1918 – vai ser canonizado no próximo dia 26 de Abril. Tal evento devia dar lugar a comemorações a nível nacional. Apesar da cerimónia que vai ter lugar ser eminentemente religiosa, não faz sentido algum que o júbilo e o cerimonial fiquem restritos ao âmbito dos cidadãos católicos.

Não deixa pois, ser curioso notar que a grande maioria dos políticos e todos os órgãos do Estado, sobre o assunto, aos costumes têm dito nada.

Não há até à data qualquer indício de que o governo, por exemplo, tenha qualquer interesse nesta questão.

É lamentável que assim seja, embora fosse expectável face às sucessivas desilusões com que a classe politica tem brindado a população de há largos anos a esta parte no campo da Segurança, da Justiça e do Bem Estar que são a razão de ser das eleições e daquilo que se lhes paga.

Há três ordens de razões – no nosso entendimento – que explicam aquela actuação, este aparente desprezo pela figura ímpar de Nuno Álvares.

A primeira razão prende-se com o fundo político-doutrinário das forças partidárias com assento na AR.

A figura de D. Nuno arde-lhes nas mãos. Por um lado, não consta que a figura do Condestável fosse adepto de questões fracturantes, não era pacifista militante nem adepto de relativismos morais.

Depois era um líder – que são os que fazem a História – ao contrário do que defende uma determinada historiografia e conceito político que tenta reduzir os acontecimentos a movimentos de massas e lutas de classes; outros não sabem sequer ao que andam, são falhos de doutrina, parecem mantas de retalhos fazem demagogia barata, pescam em águas turvas.

O então Condestável do Reino representa a antítese de tudo isto …

Quanto ao partido no governo tem os seus fundamentos nas tradições jacobinas e anti religiosas da I República a que se juntou, mais tarde, uns laivos de marxismo que se põem ou tiram da gaveta conforme a égide do momento. Têm, por outro lado, um azar especial a fardas, ordem e autoridade.

Como podem apreciar a figura do Santo Condestável, excelsa glória das nossas armas?

Além disso exaltar tão virtuosa criatura – cuja filha,note-se,deu origem à Casa de Bragança - em pleno arranque das comemorações dos 100 anos da República, não lhes parecerá certamente, dar jeito nenhum...

A segunda ordem de razões tem a ver com o facto de que desde meados dos anos 70 do século passado se ter menorizado (to say the least) toda a nossa epopeia ultramarina – a frase “meter uma lança em África vem, até, de D. Nuno - caluniando alguns dos nossos grandes estadistas, militares, marinheiros, missionários, etc.; promovido e dando lugares importantes e palco, a desertores, oficiais do quadro permanente que esqueceram os seus deveres militares,etc; cidadãos que andaram a pôr bombas, assaltar bancos e a sabotar o esforço de guerra da Nação, passaram a pessoas respeitáveis; rapaziada que em sociedades regidas por gente séria e com princípios, seriam apodados de traidores, passaram a ser venerandas e obrigadas, etc.

Ora ir comemorar o grande Nuno Álvares, exemplo de patriotismo, seriedade e valentia, sem mácula, iria provocar um contraste demasiado gritante. Percebe-se mas, obviamente, não se pode aceitar.

Finalmente, a outra razão pela qual não se pretende,aparentemente, a nível do Estado dar honras nacionais a tão extraordinário antepassado, tem a ver com a União Europeia e o projecto federalista em marcha. Para se conseguir o objectivo da federação europeia – resta ainda saber o passo seguinte – é preciso acabar com as Pátrias e qualquer resquício de nacionalismo.

Isto é, é necessário acabar com os Estados-Nação, do qual Portugal representa o figurino mais perfeito. O que interessa é esbater os conflitos e tensões de antanho para tudo amalgamar. O que vale, hoje em dia, não é a História de cada país - que representa o passado –, mas sim a História da Europa – que se deseja venha a haver.

Ora lembrar D. Nuno, não cai nada bem neste desiderato. E a maioria dos políticos – que aliás se dizem muito democratas, mas nunca deixam o povo decidir nada do que é efectivamente importante – sabe isso muito bem.

A caridade cristã concede e encoraja, porém, a que as ovelhas (políticos) tresmalhadas voltem ao redil. Serão bem vindos e não lhes ficará mal se o fizerem de boa mente.

D. Nuno sobreviverá a tudo isto. E se já era uma figura incontornável na História de Portugal, a partir de 26/4 será personagem viva em toda a Cristandade.

*****

“Aqui jaz o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos. As suas honras terrenas foram incontáveis, mas voltou-lhes as costas. Foi um grande Príncipe, mas fez-se humilde monge. Fundou, construiu e dedicou esta Igreja onde descansa o seu corpo”.
Inscrição que existiria na pedra tumular da sepultura primitiva de D. Nuno Álvares Pereira, na Igreja do Carmo em Lisboa.

Parece-nos evidente que as razões que aduzimos para a atitude dos políticos em ignorarem a distinção feita por Sua Santidade o Papa, a D. Nuno, e que se fundam nas asneiras muito graves cometidas por alturas de 1974/75, no desprezo pelo nosso passado histórico, pela adopção de ideologias contrárias aos interesses nacionais, pelo jacobismo militante e pelos próceres defensores da federalização dos países europeus, dificilmente serão assumidas publicamente pelas personalidades ou forças que as sustentam.

Tal poderia espoletar debates “perigosos” de desfecho incerto e acordar consciências adormecidas por acções de cariz (vulgo lavagem ao cérebro desenfreada), mas falsas na sua essência.

Não, o principal ponto que sustentará a objecção política a comemorações alargadas com empenhamento dos órgãos do Estado irá ser o argumento de que, em Portugal, o Estado é laico e existem perfeitamente definidos e separados os poderes e aquilo que pertence a Deus e o que cabe a César. Ora sendo a canonização de Nuno Álvares um acto eminentemente religioso, a César não compete imiscuir-se nem tomar partido.

Para não dizer que não fazem nada, os representantes do Povo, apelidados de deputados, por proposta de alguns, aprovaram recente e maioritariamente um voto de congratulação pelo sucedido, embora uma mão cheia deles se abstivessem – isto é, tanto lhes faz e dão ao desprezo – e outros tantos até votaram contra – ou seja estão tristes por um compatriota seu (partindo do princípio que se sentem portugueses …) tenha sido distinguido com uma honra, que eles certamente abominam mas que não deixa de ser uma honra.

Era assim como se alguns de nós fossemos votar contra pelo facto de Saramago ter recebido o Nobel, só por não gostarmos da criatura.

De qualquer modo o voto de congratulações não obriga a fazer nada…

É este argumento peco que deve ser desmontado e nem sequer é difícil fazê-lo. Vejamos:

Em primeiro lugar a própria distinção religiosa deve ser motivo de júbilo nacional e não apenas dos católicos, já que é o reconhecimento de uma coisa boa – mesmo para quem não tem Fé – e que tem uma expressão a nível mundial.

Que “diabo”, não estamos a tratar de um condenado por um qualquer tribunal internacional… Se assim for, um dia que houver um judeu ou um muçulmano português que se distinga, numa área qualquer da cultura, do desporto, no campo científico, etc., os católicos não se devem regozijar por isso, ou vão participar numa qualquer homenagem nacional que se lhe queira fazer?

Por outro lado Portugal é um país de grande tradição cristã e católica que nos vem da fundação da nacionalidade. Os portugueses foram um pilar da Cristandade e são grandemente responsáveis pela expansão da palavra do Deus que morreu na cruz em todo o mundo. Hoje em dia a grande maioria do povo português ainda se diz católica e teve de alguma forma formação católica.

Então os órgãos do Estado que representam a Nação politicamente organizada fingem não ter nada a ver com esta realidade? Assumem-se (não quer dizer que o sejam!) tão democráticos e neste caso a maioria não lhes diz nada? Mas isto tem alguma lógica?

Vejamos ainda outro aspecto de primordial importância: a dimensão do personagem. D. Nuno não é um cidadão cuja vida se tivesse confinado ao âmbito religioso, como são por exemplo, os casos da irmã Lúcia ou do bom do Padre Américo.

D. Nuno é uma figura avantajada da História de Portugal, foi um grande comandante militar e um líder natural, cuja acção se repercutiu na política nacional, numa altura gravíssima em que a independência corria sério perigo; consubstanciou um conjunto raro de virtudes morais, cívicas e militares, absolutamente invulgar, numa palavra é um exemplo para todos e que, justamente, a todos devia servir de inspiração.

São raros os países no mundo que se podem orgulhar de terem figuras da sua igualha e nós em Portugal não fazemos nada?

Perdoarão os leitores, mas creio que os portugueses se etilizaram colectivamente numa festa qualquer que ninguém deu conta ainda que acabou e assim ficaram. Então a selecção nacional de futebol que não deixa de ser um grupo de atletas principescamente pagos, que estacionam nos melhores hotéis, fazem estágios com cozinheiros, massagistas, médicos, etc., e restante parafernália ao seu serviço, que nos custa os olhos da cara e que ano após ano só nos dão desgostos são recebidos pelo PR, pelo Chefe de Governo, cumulados de telegramas e atenções têm multidões à espera e são objecto de cobertura mediática capaz de criar urticária nos mais pacatos cidadãos.

E uma figura da estirpe do Santo Condestável, que nos devia ter guiado desde o século XIV e que continua actual, não merece aos portugueses mais do que uma nota exaltante da Conferência Episcopal? (honra lhes seja feita).

Que grave doença moral e até degenerescência física terá atingido o antigo Reino, agora República de Portugal?

D. Nuno combateu o bom combate. Como julgamos que nada se passa por acaso, aguardamos esperançosos os sinais positivos que a graça da santificação augura.

Que o grande Fronteiro Mor do Além-Tejo, Condestável de Portugal, alma pura e bela, agora Santo Nuno, continue a interceder pela terra de Santa Maria. Acreditem que bem precisamos.

D. NUNO ÁLVARES PEREIRA: UM PORTUGUÊS DE EXCEPÇÃO

24/02/09

Frei Nuno recebeu o embaixador de Castela, em sua cela, amortalhado no hàbito.
- “Nunca mais despireis essa mortalha?” perguntou-lhe o castelhano.
- “Só se el-rei de Castela outra vez movesse guerra a Portugal...” erguendo-se:
- “Em tal caso enquanto não estiver sepultado, servirei ao mesmo tempo a religião que professo e a terra que me deu o ser”.
Por baixo do escapulário tinha o arnez vestido.
O castelhano curvando a cabeça, saiu.

Finalmente, ao fim de uma espera de séculos, a canonização do Beato Nuno de Santa Maria está marcada:será no dia 26 de Abril e terá como companheiros quatro cidadãos da peninsula Itálica.

Este reconhecimento da Igreja deve ser considerado com grande júbilo pela nação dos portugueses. As comemorações devem ter realce identico. Não vai ser fácil, todavia, que tal venha a acontecer, mas já lá iremos.

De facto a figura e a acção do Condestável é absolutamente singular na História de Portugal e, a ele, mais do que a qualquer outro, devem os portugueses o facto de continuarem a ser livres e independentes.

Não vamos percorrer a vida do grande vencedor de Aljubarrota – fasto luminoso das nossas glórias militares – nem os seus actos do dia a dia, que são referencias incontornáveis de moralidade pública, virtudes humanas e devoção cristã, que balizaram a vida do heroi e santo, mas tão só afirmar dois notabilíssimos factos: ser Nuno Álvares o nosso único chefe militar que nunca perdeu uma batalha ou um simples combate (e pelejou muito!); e sendo já numa altura madura do seu peregrinar pela terra, um dos homens mais ricos do Reino – senão o mais rico – se ter despojado de tudo, distribuindo os seus bens pelos familiares, amigos, companheiros de armas e ordens religiosas.

Queria apenas passar a viver de esmolas e foi preciso uma ordem real para impedir que tal viesse a suceder.

Não existe outro exemplo em toda a gesta nacional, desde que Afonso Henriques individualizou o Condado Portucalense, que se lhe possa igualar. Como, possivelmente, não haverá no mundo inteiro.

É, pois, diante desta figura gigantesca de carácter, competência, humildade e Fé, que os portugueses se devem curvar e em cujo exemplo deveriam meditar.

Ora os portugueses deste início do século XXI desconhecem e ignoram, na sua maioria – com os poderes públicos à cabeça – o ganhador dos Atoleiros, de Trancoso e Valverde, o grande comandante que nunca vacilou nos transes mais dolorosos e incertos.

É este, então, o momento ideal para arrepiarmos caminho e dar graças à Providencia Divina pelo facto do Santo Condestável ser um dos nossos e lembrarmos aos nossos filhos e netos que nunca o deverão esquecer. Porém, não se pode amar o que se desconhece.

Numa época em que os nossos brios patrióticos tão necessitados estão de alimento que os retirem da soturna decadencia em que sucessivas opções de estouvado e ignaro mau senso, os colocaram, surge esta luminosa oportunidade de retemperar a alma dos bons portugueses. Será um crime de lesa Pátria, desperdiçá-la!

Deste modo julgamos que se deve actuar rapidamente em três ambitos: o religioso, o militar e o cívico.

É por demais evidente que a cerimónia de canonização deve ser seguida pelo país inteiro – não há aqui azo a divisionismos – e não se deve esgotar na cerimónia em Roma a qual deve ter a presença de muitos portugueses e de bandeiras de Portugal. É preciso mobilizar o maior número de pessoas a deslocarem-se ao Vaticano.

A imagem de Nuno de Santa Maria (o nosso décimo primeiro santo), deve ser transportada em avião da Força Aérea ou da TAP, para Lisboa e ser escoltada por aviões de combate assim que entrar no espaço aéreo nacional – as asas dos aviões da FA ostentam a cruz de Cristo, ela não está lá por acaso.

No aeroporto a imagem deverá receber honras militares e ser levada para o Convento do Carmo – a sua última morada – e ficar à guarda de forças da GNR. O percurso deverá ter alas de militares.

Em data próxima realizar-se-á um “Te Deum” nos Jerónimos em honra do novo santo, com a presença de todas as irmandades e institutos religiosos. No dia seguinte a imagem deverá seguir para S. Margarida, passando pela Escola Prática de Infantaria –arma de que D. Nuno é o patrono.

Em S. Margarida, na unidade herdeira das tradições da 3.ª Divisão de Infantaria – a Divisão N’Àlvares – será feita uma velada de armas à maneira medieval, para seguidamente se prestar as honras militares na Batalha antecedidas pela passagem nos campos de S. Jorge. Em todos os itenerários o povo e todas as autoridades devem sair às ruas para aclamar tão distinto e valoroso antepassado.

Em frente à sua estátua equestre na vila da Batalha serão prestadas honras militares pelo maior contingente de tropas apeadas que se possa reunir a que se seguirá missa solene militar, com a presença dos estandartes de todas as unidades militares, no mosteiro de Santa Maria da Vitória. O corpo diplomático deve ser convidado a assistir.

As cerimónias deslocar-se-ão, então, para o concelho da terra natal de D. Nuno, Cernache do Bonjardim, cujas forças vivas já se preparam para a justa homenagem.

Em simultâneo deverão realizar-se palestras, homilias, conferências, colóquios, etc, em todas as paróquias, unidades militares (incluindo as destacadas), escolas e instituições de cultura e patrióticas um pouco por todo o país. Tais comemorações deverão inspirar o aparecimento de obras de arte, literatura, medalha, emissão filatélica, etc, alusivas ao evento.

É urgente reaporteguesar Portugal.

Para tudo se levar a bom termo, deverá ser constituído um grupo director e coordenador que não pode dispensar o alto patrocinio do Presidente da República (e deverá até ser liderado pela presidencia). Aos eventos devem ser agregadas o maior número de instituições representativas da sociedade.

Infelizmente haverá que contar com a acção de forças antinacionais que tudo farão para menorizar tão importante acontecimento. Há que as enfrentar com serenidade, determinação e firmeza. Como D. Nuno nos ensinou.

Que o grande Fronteiro Mor do Além-Tejo, Condestável de Portugal, alma pura e bela, agora Santo Nuno, continue a interceder pela terra de Santa Maria.

Acreditem que bem precisamos.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

AS PROVOCAÇÕES DA “TRANSUMÂNCIA” SEXUAL

16/01/1010

Casamentos de Santo António em 2010,
onde os gays também querem entrar
Mandaria o bom senso, quando não a inteligência táctica, que após a “vitória” obtida na votação da Assembleia da República sobre a lei dos casamentos sobre extravagâncias sexuais – verdadeiro lixo legislativo que condiz com o desprestigio da câmara maior da Democracia – os adeptos de tão peculiar iniciativa, serenassem e preparassem as hostes para o que viesse a seguir. Sim, porque ou nos enganamos muito ou as coisas não vão ficar por aqui.

Mas não, a rapaziada e raparigada (teremos que inventar um termo único?), fãs de Sodoma e Gomorra, está com o freio nos dentes, qual égua brava, esporeada!

Querem lugar no altar do S. António, o que algum espontâneo mais excitado, da Câmara de Lisboa, veio logo babar que esta concordava.

Mas bastou a hierarquia da Igreja, dar um ar da sua graça (ainda não passou disso), ou alguém por eles, para logo o autarca mor passar um atestado de incompetência aos seus serviços, dizendo que não senhor, tratou-se de um equívoco e que não estava nos planos de S. Exª mudar seja o que for.

Esta gente toma o português por estúpido…

Bom, uma coisa aparenta estar demonstrada: os fãs da coisa querem provocação, eles querem ferir, querem confrontação.

Querem, enfim, o Inferno, já que, por definição não podem querer o Céu.

No fundo querem tudo. Pode ser que acabem sem nada.

Andam a esticar a corda, certamente para avaliarem das reacções.

Os próximos capítulos são fáceis de adivinhar: estando a lei, maquiavelicamente armadilhada para fazer face a eventuais reacções menos próximas dos seus desígnios – é incrível com esta gente tem tempo para arquitectar tanta intriga e malandrice – logo se seguirá uma batalha nos “media” e na política, sobre a adopção.

Manter-se-á a seguir uma verdadeira indústria comercial à volta das novas oportunidades de negócio que o novo desbragamento moral augura.

Aliás, raramente se vê os negócios preterirem aos Princípios.

Depois teremos um reforço das marchas de orgulho gay, para comemorarem “as conquistas”, com cada vez mais cenas explícitas; aumentarão em seguida, os lobies, surgirão profissões, organizações e locais em que quem não seja do “clube” não entra.

Dar-se-á início a provas de força: aceitação explícita e oficial da “gayzada” nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança,por ex., com consequências imprevisíveis.

O futuro vai ainda proporcionar-nos cenas de mais puro e surreal folclore, como vão ser, os casamentos dos ditos cujos, seguido dos divórcios dos cujos ditos; desfiles de moda para os bibi e as babás, mais os bibá e as bábi; a exigência de sanitários próprios para esta fauna individualizada e tudo o resto que se lembrarem de exigir. Claro está que acompanhado de ampla cobertura mediática.

Isto não tem nada a ver com justiça social nem defesa da dignidade humana: tem a ver com a substituição de excessos de repressão secular homofóbica com a criação de um novo racismo muito peculiar.

Creio bem que só ficarão satisfeitos quando transformarem o país num imenso bordel.

Mas o que se há-de fazer, perguntarão muitos leitores, se é tudo… democrático?

O CASAMENTO E OS HILGAS 1

26/12/09
1 Vítimas da transumância sexual…

Cartaz publicitário pago com dinheiro públicos
da CML defendendo a homossexualidade
Sejamos claros: nem tudo é tolerável nem tem de ser tolerável.
Transformar a tolerância como virtude, em fraqueza a aproveitar pelos “espertos”, além de ser uma falácia e uma injustiça, abre portas a perigos insuspeitos.

Nem todas as opiniões são respeitáveis, outra falácia adrede expendida… sobretudo as que violam as mais elementares base da Moral e, ou, do direito. Bem como as que são, simplesmente, insensatas.

A insistência em afirmar que somos todos iguais é outra cretinice que virou política e socialmente correcta. Nós somos, pelo contrário, todos diferentes. E os homens, como tal, também são diferentes das mulheres. O que todos devem ter é oportunidades e condições idênticas, mas isso prende-se com princípios de humanidade e de justiça relativa que se buscam desde o início dos tempos...

Há centenas de milhões de anos que na terra existem seres vivos, vegetais e animais, os mais diversos. Eles existem porque têm a capacidade de se reproduzir, através da existência de um elemento feminino e outro masculino e a natureza é tão perfeita que concebeu “sistemas” de atracção entre os géneros que garantissem a interacção reprodutiva.

A homossexualidade humana – inexistente em 99% das espécies é, a esta luz, um desvio genético, uma doença. E uma doença terminal, já que se, por absurdo, todos virássemos “gays” a espécie humana acabava…

Espalhando-se os homens pela terra, apesar das diferenças que sempre existiram de raça, cultura, crenças religiosas, etc., sempre estes viveram em grupo, criando sociedades mais ou menos complexas. Na sua espectacular diversidade, porém, a humanidade criou uma “célula” comum a toda ela: a família.

Esta forma-se, inicialmente, pela união de um homem e uma mulher, que considerações de ordem política, social e, ou, de afectos, uniram, a fim de partilharem o restante das suas vidas, protegerem-se e auxiliarem-se mutuamente e… terem filhos, perpetuando a espécie e a continuidade da família.

Da ligação dos cônjuges e dos seus descendentes passa a estabelecer-se uma rede mais ou menos complicada de laços familiares. A família passa a ser, deste modo, a estrutura mais elementar, sem embargo, mais fundamental da estabilidade de um grupo/tribo/nação/federação/estado, etc.

À figura que consubstanciou em termos jurídico/legais e sociais a existência de uma família, chamou-se casamento. E também isto a nível mundial, quer na sua fórmula exclusivamente civil ou acompanhada de um preceito religioso.

Ora é este “status quo”, que o presente projecto de casamento entre pessoas do mesmo sexo quer pôr em causa. Isto é, querem transpôr uma aberração genético/comportamental, para o edifício legal.

Em nome de quê? Pois caros leitores, em nome da igualdade de direitos. Ora a mim parece-me que não se deve dar direitos idênticos a coisas diferentes. Tão pouco passar vícios privados a públicas virtudes!

Ver dois tipos a beijarem-se na boca na rua mete-me nojo; se forem duas miúdas, talvez me excite. Certamente por ser macho. Mas eu não tenho nada que me enojar ou excitar em público. Por isso os vícios pessoais devem ter o recato adequado, não o folclore das marchas de orgulho gay… Orgulho em quê? De quê? Sobre quê?

Não podem casar? Azar, se tivessem os pés chatos também não podiam ir à tropa! Não se pretende discriminá-los. Eles é que se estão a auto descriminar.

Legislar sobre uma coisa que a própria natureza tornou repulsiva parece ser um desconchavo que só um relativismo moral doentio justifica. Infelizmente a comunicação social por razões várias, tudo têm feito por banalizar a discussão do tema para o tornar “normal” e habitual…

Fá-lo a qualquer hora, por qualquer meio e vai ao ponto de mostrar cenas semi-explícitas. Ao mesmo tempo vão condicionando, ardilosamente, a expressão pública de quem não concorda com o desaforo. Um dia destes ainda vamos ter que pedir desculpa por não pertencermos ao “clube” ou acrescentarmos com entusiasmo, que também gostaríamos de experimentar.

E não deixa de ser curioso notar que são aqueles que tanto se têm empenhado em destruir a família tradicional, em facilitar o divórcio, legalizar o aborto, a eutanásia, etc., isto é em sabotar as regras e implicações do casamento entre dois seres diferentes e normais, que agora se empenham tanto no casamento homossexual…

O que esta gente quer é ter público reconhecimento dos maus caminhos que trilha e tornar boa e respeitável algo que objectivamente não o é. E não venham dizer que ninguém tem nada com isso. Toda a gente tem a ver com isso. Um cidadão que urina na via pública não deve ser apenas um caso de polícia, merece censura social…

Ninguém defende que se maltratem os portadores deste desvio, doença ou o que se lhe queria chamar – normalidade é que não pode ser. Agora temos que nos precaver da “ditadura” de minorias e da imposição de comportamentos.

De facto o casamento de homos, lésbicas, transsexuais, etc, abre as portas de uma comporta, de consequências imprevisíveis, o que irá alargar exponencialmente as barbaridades já existentes, como lobbies gay; discotecas para gays, bairros (guetos?) para gays, festivais de filme gay, idem para literatura, exibição de agressividade gay (vide culto do culturismo e exibição pública atemorizadora); predominância em profissões ou empresas, etc., é o que já se vê por aí.

E o aí, internacionalizou-se. Podem por isso antever o que nos poderá bater à porta: pedofilia q.b.; uma mulher casada com um cavalo; poligamia masculina e feminina; Ansião com a sua corte de eunucos; incesto legalizado e por aí fora. A perversão da mente humana não tem limites…

Deixámos para o fim a delicada questão da adopção de crianças e todo o género de experiências da bio genética, que é o corolário lógico deste tipo de união (e não devia passar disso): tal consideramos simplesmente como um crime contra a humanidade.

Que ninguém se atreva a dizer que este vendaval de imoralidade é inevitável ou irreversível. Inevitável é a gente morrer e mesmo assim só para aqueles que não acreditam na reincarnação ou numa qualquer forma de ressurreição.

Agora experimentem continuar confortavelmente sentados no vosso sofá a ver o tempo passar, sem se quererem incomodar com nada. Um dia acordam e… a coisa passou a obrigatória!

O PR E O “CASAMENTO” DOS HOMOSSEXUAIS

16/5/2010

O Presidente Cavaco Silva que promulgou o casamento Gay
Um ser humano é normalmente confrontado com três coisas: aquilo que ele pensa; aquilo que ele diz e aquilo que ele faz.

Raramente as três estão em sintonia.

O Prof. Cavaco Silva (CS) ao promulgar a péssima lei do casamento desta rapaziada está a ser um bom exemplo do que atrás se disse.

Cavaco tem que olhar para o problema como homem, como político e como PR.

Como homem tem que atender às suas convicções íntimas, à sua consciência, ao seu ser como um todo; como político tem que atender ao que acredita em termos de ideologia política; como PR tem que defender a soberania, a integridade territorial e a segurança das populações, nos termos em que a Constituição prescreve e ... entender a Nação.

Se vetasse a imoralidade dos casamentos entre géneros idênticos e o seu fundo anti-natura, CS estaria coerente com estes pressupostos; ao promulgar a lei o PR pensou uma coisa, disse outra assim assim (para não se expor muito) e fez o que não queria.

As razões que alegou são medíocres: alegar que há outras coisas mais importantes para tratar (uma subjectividade), como a economia e as finanças do que atender a este problema de âmbito social e dos costumes, já se esgotara do anterior – o que não foi atendido pelas forças partidárias que votaram favoravelmente o diploma; além disso não se entende como uma coisa possa contender com a outra. O que pensará CS do folhetim PT/TVI, etc?...

Invocar que de nada servia opor o seu veto já que o diploma voltaria ao parlamento e seria, certamente, aprovado e ele o teria que promulgar numa semana é ainda mais grave. Mostra que o PR é um tecnocrata sem sentimentos, um pragmático sem ideais. Pior, defraudou a expectativa da maioria do país que não se revê nesta lei (não por acaso, não se quis fazer um referendo!), porque S. Exª não se quis maçar.

Será que anda tão obcecado com as finanças e a economia, que ainda não percebeu que a razão principal pela qual chegámos a este ponto são sobretudo razões de foro moral e criminal? Será que até ao fim dos seus dias não vai entender que a sacrossanta economia não é um fim em si mesma e que tem que derivar de uma política, sendo apenas instrumento de uma estratégia? e que estas não existem...).

E que as finanças, devem funcionar como uma boa dona de casa administra o seu lar, e que o dinheiro deve servir para sustentar a economia e ter preocupações sociais e não para engordar banqueiros e capitalistas agiotas?

CS andou mal, muito mal. E até anda mal naquilo que poderá vir a ter custos políticos de monta: isto é, por este gesto não vai ganhar o apoio, muito menos a amizade de quem não vota nele; ao passo que vai alienar muitos dos que nele se reviam. E espero que não queria estar de bem com Deus e com o diabo...

E este gesto ainda vai ter outras consequências: vai abrir campo e encorajar mais desvarios que visam objectivamente a subversão da sociedade (é isto que está em causa e não a “tolerância”) e vai pôr algum travão em quem poderia querer lutar para inverter o descalabro. Não representa assim uma invocada “responsabilidade” política, mas sim uma hipócrisia politica.

Abomino os termos “direita” e “esquerda”, que são estrangeirados, dividem a sociedade em vez de a unir e deviam estar ultrapassados em termos políticos. Mas tenho que reconhecer que quem se assume e pratica os valores da chamada esquerda é no campo das atitudes e da defesa dos seus ideais, muito mais coerente do que os da chamada “direita”.

Alguém imaginaria que um PR assumidamente de esquerda (não estou a pensar em Mário Soares…), fizesse aquilo que CS fez? Ou que um ateu assinasse uma lei de cariz cristão? Será que Cavaco é de esquerda, seja lá o que isso for, ou ele o entenda?

O caso deu-se e é uma tristeza.

Os actos ficam, porém, com quem os pratica.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O PAPA EM PORTUGAL

14/5/2010

O Papa Bento XVI, no Porto, dando a comunhão a um jovem português.
“Um povo que deixa de saber qual é a sua verdade, fica perdido nos labirintos do tempo e da história, sem valores claramente definidos, sem objectivos grandiosos claramente anunciados”.
Bento XVI, 12/5/2010

A visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI a Portugal correu bem. Muito bem mesmo. Tudo ajudou, o tempo, a organização – tanto da Igreja como dos órgãos de soberania -, a guarda de honra, a segurança, os transportes, a pontualidade, tudo esteve a um nível excelente.

Os discursos foram enxutos, bem ditos e com substância q.b. As pequenas asneiras jornalísticas, o ridículo da distribuição de preservativos, e a gaffe da “iminência” do primeiro ministro não chegaram para beliscar o brilho da visita – embora confirmassem a apetência de José Sócrates para a truculência do debate parlamentar em detrimento do saber estar na alta roda da política e da sociedade.

A ausência de dois ex-PR civis, de qualquer cerimónia, só ilustrou a coerência laica, agnóstica e, ou, ateia dos mesmos e só favoreceu a fotografia.

Mas o que mais se deve realçar foi a civilidade da população – não se registou um único incidente – e a mobilização da Nação “Fidelíssima” que transformou em banhos de multidão todas as cerimónias efectuadas. Daqui se prova que ainda nos resta muita espiritualidade e podemos ser motivados para grandes causas – e para a “missão” – assim desponte liderança capaz para tais voos.

Uma liderança de matriz arreigadamente nacional portuguesa, que entenda que servir a Nação é mais importante do que acautelar a reforma; sirva a consciência e os interesses nacionais e não amos/entidades internacionalistas e apátridas; que tenha uma noção escatológica da vida; não adore o “Deus Mamon”; que entenda o exercício do poder como transitório, embora respeitado e digno e se apegue a ele apenas naquilo que o Dever impõe.

Por último o Papa. Mal amado pela maioria dos órgãos de comunicação que, à revelia daquilo que a Deontologia impõe, de relatarem os factos como eles são, em vez de os moldar a ideologias correntes ou a interesses de toda a ordem, têm tentado passar para a opinião pública a imagem de um Pontífice conservador, duro e arreigado a ideias ou práticas retrógradas, o Papa sai de Portugal “por cima” em todos os aspectos.

Bento XVI revelou-se assim, para quem não o conhecia, ou tinha dele uma ideia deturpada, uma pessoa afável, carinhosa, simpática, meticulosa, atenta; sabendo falar, gracejar, tocar, saudar, numa palavra, sabendo ser e estar em todas as circunstâncias.

A Igreja é intemporal e tem que veicular o reino de Deus, não as ideias dos homens.

A Igreja defende Princípios, que são imutáveis e se devem manter imutáveis perante os modismos dos tempos; não pode, nem deve, adaptar-se a conveniências de momento como defendem os adeptos do relativismo moral e outras correntes e ideologias que no fim, visam apenas a subversão da sociedade e a abolição de qualquer ordem superior do espírito.

O Papa Bento XVI acenando à multidão
Ora o Papa é o servidor número um da Igreja de Cristo e por isso deve ser o fiel garante de toda a Lei de Deus. Não se pode sair disto, sob pena de deixarmos de ter e de ser Igreja. E se no fim formos apenas 10, pois será 10 que seremos.

Esta mania infeliz – apesar de humana – de se andar constantemente a comparar Bento XVI com João Paulo II (ou com qualquer outro), tem que acabar. As personalidades são diferentes, o estilo é diferente, os desafios ou as prioridades são diferentes. Cada um é um ser individual, não tem que tentar copiar ninguém. Tem que se ser avaliado pelo que se faz, não por aquilo que outros fizeram.

E aos balanços dos pontificados – que são coisas diferentes – só podem ser feitos no fim de cada um, às vezes muitos anos depois.

Finalmente, julgo ser de realçar o “ar” como decorreu a visita. Desde o primeiro momento que houve um bom ar; um ar de alegria, de serenidade, de união, de hospitalidade, de seriedade, de comunhão. Um ar bom de verdade. Estas coisas sentem-se mais do que se explicam.

Sua Santidade ficou, certamente, satisfeito por ter visitado mais uma vez a terra de Santa Maria. E se para todos nós, pelo menos os crentes, a visita papal foi um bálsamo revigorante em tempos conturbados – os tempos são sempre conturbados… - para o Sumo Pontífice não deve ter sido menos gratificante saber que o canto mais ocidental da Europa ainda é um baluarte da Fé Cristã.

E nunca deverá olvidar que sendo a Igreja universal, uma parte grande dela, é portuguesa.

O PR E A DIGNIDADE NACIONAL

26/04/2010

Cavaco Silva e o Presidente Checo
Os símbolos nacionais representam o País e são a sua marca identitária e soberana.

Os símbolos nacionais portugueses primordiais, neste âmbito, são o hino nacional (a “Portuguesa”); a bandeira nacional (das “Quinas”) e o Presidente da República (PR), por ser o órgão máximo de representação política (devia chamar-se Presidente de Portugal e não da República, mas isso é tema para outro artigo...).

Estes símbolos, são e devem ser objecto de respeito, tanto nacional como internacionalmente. E devem fazer-se respeitar.

O PR por ser um ser humano e um político eleito, não sendo passível de desrespeito, não está acima de criticas. O Prof. Cavaco Silva (CS) por seus actos ou omissões incorreu, recentemente, no merecimento à crítica, que esperamos construtiva e pedagógica, salvo o pretensiosismo. Uma no âmbito internacional, outra em termos caseiros.

Na recente visita à República Checa o presidente anfitrião daquele país, recém “partido” – e uma espécie de prolongamento alemão – veio criticar publicamente o seu convidado (logo todos nós), relativamente ao nosso deficit, à acção de CS enquanto chefe do governo e à adesão do nosso país ao Tratado de Lisboa. E fê-lo em circunstâncias de termos e lugar, que não são conformes às regras da diplomacia e educação, em vigor entre os Estados.

O PR português ficou “firme e hirto e voltado para a frente” e aos costumes disse... nada. Ora os portugueses que o PR representa, gostam que lhes defendam os brios e não só os interesses e esperavam que o Prof CS respondesse à letra ao despautério e não se encolhesse em incompreensível mutismo e, ou, imobilidade. Do mesmo modo que gostam de ver os “Comandantes Chefes” à frente das tropas!.

Quando as conversas são privadas ficam no segredo das chancelarias e são tratadas com a descrição necessária aos negócios do Estado; quando são públicas ficam… públicas e toda agente as fica a conhecer.

Não é difícil encontrar situações criticáveis na República Checa (tirando a cerveja que é óptima!), mas nós não convidamos alguém para nossa casa para o insultarmos. Por alguma razão o exemplo de Hugo Chavez não abunda no mundo. E se o PR checo não gosta do Tratado de Lisboa não se entende porque o assinou. A mim que não gosto dele, também, nem sequer o deixaram referendar…

Estranha-se ainda que não se visse reacção de qualquer político ou força política em Portugal, sobre o sucedido.

Na frente interna um caso houve em que o mutismo e a imobilidade do PR, andou mal. Muito mal.

Quero referir-me ao vergonhoso hastear de bandeiras espanholas em Valência, a propósito de um incidente menor, relativo a intendência de saúde pública.

Nenhuma razão existe que pudesse levar ao hastear de bandeiras de um país independente do nosso – que ainda por cima há mais de 800 anos nos anda a tentar absorver. E se antigamente não passava pela cabeça de ninguém fazer isto, porque a censura social o desmotivaria hoje, pelos vistos, torna-se necessário criar legislação que o reprima, pois que o sucedido é uma falta de respeito pelo símbolo nacional próprio. É, até, uma falta de respeito dos que praticaram o acto, por si próprios.

Sem embargo, a lei não é omissa quando se trata de hastear bandeiras estranhas em edifícios públicos. Não temos a certeza que isso sucedeu, mas sabemos que não houve actuação policial alguma. Esperava-se que o PR tivesse, pelo menos, uma palavra de reprovação, de chamar os transviados à razão, instruir quem se mostra ignaro, enfim, algo que se visse ou ouvisse. Mas não, o PR guardou de Conrado o (im)prudente silêncio.

Também não se ouviu, em todo o espectro partidário quem tugisse sobre a irresponsabilidade alegremente veiculada aos quatro ventos, pelos “media”.

Até onde se curvarão os políticos do meu país perante a turbamulta? A “ditadura” do voto e a “escravatura” do politicamente correcto, pesa-lhes assim tanto na coluna vertebral? Até que ponto deixarão de se dar ao respeito na bajulação das multidões?

Este ponto é crucial: é que ninguém pode respeitar quem não se dá ao respeito.